quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Ser enfermeiro!


"Gente que cuida de gente

Amado, criticado

Desejado, tolerado

Esquecido no tempo da bonança

...Querido no tempo de sofrimento



A ti enfermeiro

Que suportas a dor

No olhar de um doente

Que ris, quando queres chorar

Que amansas o teu coração

Quando te apetece gritar.

Que abafas a mágoa de seres gente



A ti enfermeiro que vagueias

Velando na calada da noite

Aqueles que confiam em ti

Em noite infindas, sofridas

Lutando contra a morte e o tempo.



A ti enfermeiro que mitigas

A alma e o corpo de quem geme

As dores de ser simples mortal



A ti enfermeiro que enalteces

O sentido da vida

A dignidade humana

Esquecendo que também és gente."



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sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

"Nós bebemos demais, gastamos sem critérios.
Conduzimos rápido demais, ficamos acordados até muito mais tarde, acordamos muito cansados, lemos muito pouco, vemos TV demais e raramente estamos com Deus.

Multiplicamos os nossos bens, mas reduzimos os nossos valores.
Falamos demais, amamos raramente, odiamos frequentemente.

Aprendemos a sobreviver, mas não a viver; adicionamos anos à nossa vida e não vida aos nossos anos.
Fomos e voltamos à Lua, mas temos dificuldade em atravessar a rua e encontrar um novo vizinho.

Conquistamos o espaço, mas não o nosso próprio.
Fizemos muitas coisas maiores, mas pouquíssimas melhores. Limpamos o ar, mas poluímos a alma.

Dominamos o átomo, mas não o nosso preconceito; escrevemos mais, mas aprendemos menos; planeamos mais, mas realizamos menos..
Aprendemos a apressar-nos e não, a esperar.
Construímos mais computadores para armazenar mais informação, produzir mais cópias do que nunca, mas comunicamos cada vez menos.

Estamos na era do 'fast-food' e da digestão lenta; do homem grande de caracter pequeno; lucros acentuados e relações vazias.
Essa é a era de dois empregos, vários divórcios, casas chiques e lares despedaçados.
Essa é a era das viagens rápidas, fraldas e moral descartáveis, das rapidinhas, dos cérebros ocos e das 'pílulas mágicas'.

Um momento de muita coisa na vitrine e muito pouco na dispensa.
Uma era que leva esta carta a ti, e uma era que te permite dividir essa reflexão ou simplesmente clicar 'delete'.

Lembra-te de ficar mais tempo com as pessoas que amas, pois elas não estarão aqui para sempre.
Lembra-te dar um abraço carinhoso aos teus pais, a um amigo, pois não custa um centavo sequer.
Lembra-te de dizer 'amo-te' às pessoas que amas, mas, em primeiro lugar, ama-te... ama-te muito!

Um beijo e um abraço curam a dor, quando vêm de lá de dentro. Por isso, valoriza a família e as pessoas que estão ao teu lado, sempre. "

Paradoxo do Nosso Tempo - George Carlin